Vídeo – Sem choro, nada de ofensas a nordestinos e as cobranças a olho no olho: a verdade sobre a ação de Confúcio x Hermínio


​O ex-presidente da Assembleia desmente, ponto a ponto, os acontecimentos narrados pelo advogado do governador de Rondônia

em Municípios



Porto Velho – O deputado estadual Hermínio Coelho, do PDT, resolveu se manifestar pela primeira vez oficialmente após a publicação de uma matéria informando que o parlamentar teria chorado e ofendido todo o povo nordestino durante audiência em processo criminal movido pelo governador Confúcio Moura (PMDB).

As declarações foram proferidas pelo advogado do peemedebista Jackson Chediak.

Após assistir minuciosamente a gravação concedida pelo Tribunal de Justiça (TJ/RO), o pedetista fez questão de publicá-la na íntegra para que a população tire as suas conclusões.

Não houve choro

Em primeiro lugar, o deputado desmentiu a informação de que teria chorado durante a audiência. Nas imagens gravadas pelo Poder Judiciário percebe-se, claramente, que o campo de visão abrangido pela câmera parte da ponta da mesa, pouco atrás do desembargador, para o fundo, onde estão os advogados de Confúcio.

Na fotografia em que aparece com as mãos nos olhos – intencionalmente publicada no intuito de criar um contexto tendencioso, a direção é oposta, flagra de um momento rápido onde Coelho, que lacrimeja o dia todo por problemas oculares, retira o excesso de água acumulada entre as pálpebras.

“Eu não tenho motivos para chorar em relação a isso. Eu pedi desculpas pelos excessos, por ter, naquele momento de raiva, manifestado minha indignação ao descobrir a notícia do assassinato do ex-prefeito Neuri Persch. Me excedi e, por isso, só por isso, me desculpei. Mas as denúncias e as cobranças estão mantidas, tanto é que as repeti olhando para o governador durante a audiência”, apontou.

Ofensas a nordestinos

Para o parlamentar, é inconcebível que um advogado correto use uma frase específica de um depoimento, tirando-a fora de contexto para incitar denuncismo de crime de ódio.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa (ALE/RO) nasceu em Petrolina, Pernambuco. Morou no Nordeste durante 22 anos, quatro em São Paulo, cidade cosmopolita, que abriga gente de todo o Brasil, para só aí chegar a Rondônia.

“De tudo o que ocorreu, essa foi a jogada mais baixa, mais vil, e, honestamente, criminosa. Chegar a ser ridículo querer atribuir a mim esse tipo de conduta. Sou nordestino com muito orgulho, cheguei à política através do apoio da classe trabalhadora e humilde. Querer ganhar um processo é uma coisa, agir de maneira sórdida e sem escrúpulos é outra completamente diferente. Quem me conhece sabe que jamais diria algo assim. Eu só afirmei que sou nordestino e foi o único momento em que usei a palavra”, disse o deputado.

Distorção

Após tentar criminalizar Hermínio por incitação ao ódio, argumentando sobre coisas que o deputado jamais disse, Chediak declarou à imprensa que o parlamentar não poderia usar como desculpas o fato de ser nordestino e ter pouco estudo, como se este tivesse utilizado dessas premissas para se justificar no processo.

“Eu me descrevi naquele momento. Eu só falei sobre minha escolaridade no começo da audiência, quando questionado pelo desembargador. O advogado aproveitou e uniu uma coisa a outra, já que a intenção era me jogar tanto contra o povo nordestino quanto contra pessoas de baixa instrução. E são justamente coisas que eu sou e represento. Não faz sentido! É tacanho, desonesto e essa mentira não irá prosperar”, replicou.

Cobranças e denúncias a olho a olho

O desembargador que conduziu a audiência de instrução e julgamento da queixa-crime apresentada por Confúcio foi obrigado a interferir algumas vezes durante as declarações de Hermínio que, aproveitando o encontro direto com o governador, reiterou as cobranças e as denúncias de omissão referente ao setor de Segurança Pública, inclusive abordando a questão do baixo efetivo tanto da Polícia Militar quanto Civil.

“Em todo o momento durante a audiência fiz questão de reafirmar tudo o que denuncio e cobro do Governo do Estado. Não houve conversa de comadre e muito menos pedidos de desculpas e perdão por essas questões. Volto a dizer: só me desculpei por ter me excedido, exagerando ao usar palavras chulas no áudio, mas nunca, jamais, voltarei atrás nas críticas”, asseverou o parlamentar.

Imunidade parlamentar, redes sociais e o auxílio-alimentação

Hermínio não limitou-se às cobranças voltadas ao Governo de Rondônia. Durante seu depoimento, aproveitou para relembrar que é contra a imunidade parlamentar e que todo mundo deveria responder e se responsabilizar por palavras e ações.

Além disso, destacou que as redes sociais como o próprio WhatsApp, pivô da celeuma com o chefe do Executivo, foram imprescindíveis para que o Legislativo revogasse o auxílio-alimentação no valor de R$ 6 mil, verba que seria incorporada ao salário dos parlamentares.

“A população participa diretamente e de forma rápida na vida política. Os deputados não só voltaram atrás na incorporação do auxílio-alimentação, como também decidiram cortar, ainda mais, a verba indenizatória destinada às refeições. Isso demonstra a vigilância da sociedade e é outro motivo pelo qual não me arrependo de participar ativamente das redes sociais”, concluiu.

José Hermínio Coelho

Deputado Estadual de Rondônia


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